terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Não me desejem Feliz Natal!

"...originalmente destinado a celebrar o nascimento anual do Deus Sol no solstício de inverno (natalis invicti Solis), e adaptado pela Igreja Católica no terceiro século d.C., para permitir a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano,passando a comemorar o nascimento de Jesus de Nazaré. O Natal é o centro dos feriados de fim de ano e da temporada de férias, sendo, no Cristianismo, o marco inicial do Ciclo do Natal que dura doze dias.
Embora tradicionalmente seja um feriado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos, sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natalmúsicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes; incluindo as árvores de Natalpisca-piscas e guirlandas,viscopresépios e ilex. Além disso, o Papai Noel (conhecido como Pai Natal em Portugal) é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças.
Como a troca de presentes e muitos outros aspectos da festa de Natal envolvem um aumento da atividade econômica entre cristãos e não cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para os varejistas e para as empresas. O impacto econômico do Natal é um fator que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo." Fonte Wikipédia

Minhas melhores lembranças do Natal remetem à minha infância, elas vinhas associadas às férias de verão, que na e´poca duravam 3 meses, à ida à casa de meus avós onde toda família enorme de tios e primos se reunia e aos presentes, sempre nessa ordem. Lembro de algumas situações com alguns papais noéis de máscara feia e barriga de panos. Brincávamos muito, ríamos muito, no divertíamos. Isso era Natal. Era mais uma desculpa para a familia se reunir, estarmos juntos, bem como alguns casamentos que vieram depois e alguns velórios mais tarde.

Mais tarde, muito mais velho, vim a descobrir que o Natal havia sido uma data estipulada por um papa no século 3, para melhor conversão dos povos considerados pagães, bem como a lenda da virgem que concebe um deus, já figurava na historia de povos muito antigos, não sendo novidade. A história foi toda "usurpada" pela Igreja Católica, que endeusou Jesus Cristo para melhor dominar as pessoas. 

Tenho hoje a liberdade de escolher a quem seguir, no que acreditar e optei pela não-crença, pelo não homem-deus.  Não preciso de um medo pos-mortem de inferno para ser um homem justo, honesto e bom. Não preciso de uma religião para me sentir integrado, para fazer caridade e ter sempre compaixão pelos menos favorecidos.
As pessoas aproveitam esta época para ajudar, arrecadar donativos, "ser boas e caridosas". Me pergunto dos povos que passam o ano toda na miséria, sem comida, sem lar, sem família, a estas não é permitido o Natal, com uma árvore repleta de presentes e uma mesa cheia de guloseimas? E o resto do ano?
Não precisamos de uma data específica para ajudar, não precisamos de um deus nascido de uma virgem para ajudar os iguais, ser amáveis, caridosos e fazer o bem. E fazer o bem também é não julgar, não condenar, não amaldiçoar, não discriminar.Fazer o bem é sermos humanos, dentro da igreja chamada "Planeta Terra"

Enfim, não preciso comemorar o Natal, que não acredito, nem qualquer outro feriado religioso, visto que religião nenhuma condiz com meu espírito. Respeito todos, mas não é minha praia. E não peço que aceitem, apenas que respeitem minha posição de não-religião.


Nenhum comentário: